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terça-feira, 24 de janeiro de 2023

LUZES DOS ANOS 70 por Mauro Fraga Reyes

Era um fim de semana qualquer entre o inverno e a primavera de 1975.

Fly, Robin, Fly (Voe, Robin, Voe), era o som do momento de um inusitado trio feminino alemão. Sim, era alemão, mas cantavam em inglês.

Acontece que alguns Concordianos combinaram de se encontrar na boate do Grêmio Niterói. As luzes coloridas, o globo espelhado e a fumaça dos cigarros, criavam uma atmosfera eletrizante. Confesso que minha memória me deu um drible. Não consigo lembrar de nenhum colega que esteve presente naquele evento. Tenho as minhas suspeitas. Nos reunimos na pista de dança e de repente a Luz Negra, atinge em cheio a Irene, não o equipamento, mas o seu foco azul/arroxeado. Linda, no seu trejeito jovem, cheia de vida, dançando a música. Ela vestia uma blusa e calça clara, branca talvez. O fato é que a luz deixava a íris dos seus olhos claros mais evidente. Como diz Mário Quintana no seu poema, "O Mapa": - Quando eu for, um dia desses, Poeira ou folha levada, No vento da madrugada, Serei um pouco do nada, Invisível, delicioso". Ainda neste dia eu vou lembrar daquela festa.

Agora me ajudem. Além de mim e da Irene, quem mais estava lá. As minhas suspeitas são a Marli, irmã da Irene e a Lúcia Regina, fiel escudeira da Irene.

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